segunda-feira, 18 de março de 2013

Mafamude : referências bibliográficas da BPMVNG (I)

Lavadeiras de Mafamude (1914)

HISTÓRIA
• COSTA, Francisco Barbosa da, 1945- - S. Cristovão de Mafamude antes da Fundação da nacionalidade.In: COSTA, Francisco Barbosa da, 1945- - S. Cristovão de Mafamude: notas monográficas. Vila Nova de Gaia; Mafamude: Câmara Municipal, Junta de Freguesia, 2001, p. 157-418: il. ISBN 972-581-050-3. Mafamude, p. 159-162; Século XII, p. 163-165; Século XIII, p. 169-173; Século XIV, p. 177-184; Século XV, p. 187-; Século XVI, p. 191-199; Mosteiro de santo Agostinho da Serra, p. 194-199; Século XVII, p. 203-206; Votos de Santiago, p. 207-212; Século XVIII, p. 213-274; Memórias paroquiais de 1758, p. 217-220; Aspectos económicos, p. 221-254; Companhias de Ordenanças, p. 255-274; Século XIX, p. 275-; Aspectos politicos, p. 279-286; Aspectos socio-económicos, p. 289-314; A Indústria da telha e da olaria, p. 315-320; Fábrica da Rasa, p. 319; Fábrica de Santo Ovídio, p. 320; Recenseamento eleitoral para as cortes de 1894, p. 323-325; Assembleia de Mafamude, p. 326-335; Comunicação social, p. 337-381; Século XX, p. 385-407; Aspectos demográficos, p. 411-418 ; Cassels, Diogo. Professor. 1844-1923 / São Gonçalo / Vilanovense Futebol Clube / Ginásio Clube de Mafamude / Nova Fábrica a Vapor de Lanificios Vilanovense / Cartas de Foro -- Mafamude / Mosteiro da Serra do Pilar / Fábrica de cerâmica da Rasa -- Mafamude / Fábrica de cerâmica de Santo Ovídio -- Mafamude / Demografia -- Mafamude / Capela de São Sebastião -- Mafamude / Quinta de Cabo-Mor -- Mafamude / Mafamude (freguesia, concelho de Vila Nova de Gaia, Portugal) . Cota: 908(469.121) MAF [FL]
• DINIS, José - Mafamude : subsídios para a sua história .In: Terras de Rey Ramiro : Vila Nova de Gaia / Rancho Regional de Gulpilhares. - [S.l.] : [s.n.], [1963], p. 67-72 : 5 il. Cota: 908(469.121) [FL
• Mafamude: a freguesia árabe do concelho . In: Jornal Notícias de Gaia / dir. Fernando de Sousa. - Ano XVII, n.º 366 (15 Abril, 2003). - p. 12-13: 11 il. Centro Paroquial de Mafamude / Centro de Dia e de Convivio de Mafamude / Casa-Museu Teixeira Lopes / Largo Estevão Torres -- Mafamude / Junta de Freguesia de Mafamude / Misericórdia de Gaia / Biblioteca Pública Muncipal de Vila Nova de Gaia / Auditório Municipal de Gaia / Galerias Diogo de Macedo / Monumento a Soares dos Reis / Monumento da Primeira Travessia Aérea Atlântica / Rotunda de Santo Ovidio -- Mafamude / Fonte dos Arrependidos -- Mafamude / Mafamude (freguesia, concelho de Vila Nova de Gaia, Portugal). Cota:G-61 [FL]
• NOGUEIRA, Fernanda - A Quinta de Maravedi : uma viagem ao passado.In: Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia. - Vol 7, n.º 46 (Dez., 1998), p. 47-51 : 3 il. Quinta de Maravedi -- Mafamude / Conservatório Regional de Gaia . Cota: G-65 [FL]
• Paços do Concelho de Vila Nova de Gaia. In: Francisco d'Oliveira Ferreira : o arquitecto de Gaia, 1884-09-25 . 1957-12-30 : homenagem do Município de Vila Nova de Gaia / [org. da Divisão de Arquivo da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia]. - Vila Nova de Gaia : Casa da Cultura, D.L. 2008. - p. 60-74 : [37] il., quadros . Ferreira, Francisco de Oliveira. Arquitecto. 1884-1957 / Edifícios públicos - Mafamude (freguesia) / Paços do Concelho de Vila Nova de Gaia. 1916- / Câmara Muncipal de Gaia -- 1916- / Mafamude (freguesia, concelho de Vila Nova de Gaia, Portugal) . Cota: 104220-G
• SILVA, Francisco, 1919- - Subsídios para a história de Mafamude. In: Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia. - Vol. 2, nº 12 (Maio, 1982), p. 15-20 : il.; Vol. 2, n.º 13 (Out. 1982), p. 9-11 : 3 il. Cota: G-65 [FL]

ETNOGRAFIA
• CASTELO BRANCO, Emílio, 1869-1955 - Coisas de Mafamude : o S. Gonçalo.In: O Tripeiro. - Ano 9, série 5, nº 9 (Jan., 1954), p. 279-280 : 2 il. Cota: E-395 [FL]
• PORTO, Brás - S. Gonçalo de Mafamude.In: O Tripeiro. - Série 3, nº 5 (1 Março, 1926), p. 77-78 . Cota: E-395 [FL]
• VALE, Carlos, 1911-1991 - Mafamude : cantos populares . In: Relicário de cantigas : cantos populares de Vila Nova de Gaia. - Vila Nova de Gaia : Câmara Municipal, 1973. - 2.º Vol., p. 119-130 : 2 il. Cota: 398.8(469.121) [FL]
• COSTA, Francisco Barbosa da, 1945- - Aspectos etnográficos : [Mafamude]. In: COSTA, Francisco Barbosa da, 1945- - S. Cristovão de Mafamude: notas monográficas. Vila Nova de Gaia; Mafamude: Câmara Municipal, Junta de Freguesia, 2001, p. 509-649: il. ISBN 972-581-050-3. S. Gonçalo, p. 509-511; Lenda de S. Cristovão, p. 511-512; A tourada das Pedras, p. 512-513; Cozedura do pão, p. 513-514; A matança do porco, p. 514; Orações, p. 515-541; Tradições do casamento, p. 541-552; Usos, tradições e crendices, p. 552-587; Profissões, trajes, instrumentos musicais, danças e cantares, p. 588-649 ; São Gonçalo / Lenda de São Cristovão de Mafamude / Tourada das Pedras / Trajes regionais -- Mafamude / Usos e costumes -- Mafamude / Etnografia -- Mafamude / Danças e cantares -- Mafamude / Folclore -- Mafamude / Instrumentos musicais -- Mafamude / Casamento -- Mafamude . Cota: 908(469.13) MAF [FL]


GEOGRAFIA
• COSTA, Francisco Barbosa da, 1945- -Situação geográfica e alguns limites: [Mafamude] .In: COSTA, Francisco Barbosa da, 1945- - S. Cristovão de Mafamude: notas monográficas. Vila Nova de Gaia; Mafamude: Câmara Municipal, Junta de Freguesia, 2001, p. 9-19 : il. ISBN 972-581-050-3. Mapa da Freguesia de Mafamude, p. 11; Delimitação de paróquias, p. 12-13; Princípio de demarcação do couto de Tarouquela (Vilar do Paraíso), p. 13-15; Notícia da demarcação e limites da freguesia de Vila Nova de Gaia, p. 15-16; Tombo que se fez das propriedades, terras e mais cousas pertencentes à igreja de S. Eulália de Oliveira do Douro, p. 17; Limites com Vilar do Andorinho, p. 18; Limites com Canelas, p. 18-19 . Cota: 908(469.13) MAF [FL] - pp. 11-26
• Vila Nova de Gaia : a outra margem Douro... / idealiz. proj. e prod. de Anégia Editores ; textos de João Belmiro Pinto da Silva, Catarina Sofia Gomes, José Carlos Costa. - 2.ª ed. - Paços de Ferreira : Anégia Editores , [D.L. 1999]. - 151 p. : il. ; 31 cm .PT 144830/99.ISBN 972-8266-22-7 (encadernado) . Cota: 908(469.121) VNG – pp. 114


SOCIEDADE
• SILVA, Marques da - Estrangeiros da Mafamude que conheci. In: Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia. Vol. 8, n.º 53 (Dez. 2001), p. 29-32 : 4 il. Quinta de Cravel / Companhia de Linhas Coats & Clark . Cota: G-65 [FL]
• SILVA, Marques da - Os chineses em Mafamude.In: Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia. V.N. de Gaia: A.C.A.G., 2003. ISSN 0870-4562 .Vol. 9, n.º 56 (Junho 2003), p. 39-41 : 3 il. Cota: G-65 [FL]
• COSTA, Francisco Barbosa da, 1945- - Personalidades ilustres: [Mafamude]. In: COSTA, Francisco Barbosa da, 1945- - S. Cristovão de Mafamude: notas monográficas. Vila Nova de Gaia; Mafamude: Câmara Municipal, Junta de Freguesia, 2001, p. 487-506: il. ISBN 972-581-050-3. Soares dos Reis, p. 489-497; Teixeira Lopes, p. 499-502; Os Macedo, p. 502-504; José Vitorino damásio, p. 504-505; Manuel Dias de Almeida Castelo Branco, p. 505; Emílio Castelo Branco, p. 505-506 ; Reis, Soares dos. Escultor. 1847-1889 / Lopes, Teixeira. Escultor. 1866-1942 / Macedo, Diogo de. Escultor. 1889-1959 / Damásio, José Vitorino / Castelo Branco, Manuel Dias de Almeida. 1818-1884 / Castelo Branco, Emílio. 1869-1955 / Figuras ilustres -- Mafamude / Mafamude (freguesia, concelho de Vila Nova de Gaia, Portugal) .Cota: 908(469.121) MAF [FL]


ECONOMIA
• VALENTE, Vasco, 1883-1950 - Fábrica de Paço de Rei. In: O vidro em Portugal / Vasco Valente. Porto : Portucalense Editora, 1950. - Tomo I, p. 97-99 : 2 il. Fábrica de Paço de Rei -- vidraria -- Mafamude .Cota: 28987-D
• VITORINO, Pedro, 1882-1944 - Fábrica da Bandeira. In: Cerâmica portuense / de Pedro Vitorino, Gaia, Ed. Apolino, 1930, p. 46-48, 70 . Cota: 10-3-1-5-1440-D Arrec.
• QUEIROZ, Francisco, 1973- - Subsídios para a história da indústria no concelho de Gaia : da consolidação do liberalismo à regeneração (1834-1851). In: Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia. Vol. 8, n.º 53 (Dez. 2001), p. 47-50 : 2 il; Vol. 9, nº 55 ( Dez. 2002), p. 15-22 : 6 il. ; Vol. 8, n.º 53 : Indústrias alimentares; Vol. 9, n.º 55 - Fábrica de Vidros de Paço de Rei -- Mafamude / Companhia de Indústria Fabril de Paço de Rei -- Mafamude . Cota: G-65 [FL]


RELIGIÃO
• SILVA, Francisco, 1919- - Aspectos religiosos de Mafamude nos séculos XVIII e XIX. In: Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia. Vila Nova de Gaia: ACAG, 1993. Vol. 6, nº 36 (Dez., 1993), p. 42-45 : 4 il. Cota: G-65 [FL]
• MOURA, António José de - Memórias paroquiais da divisão administrativa do Porto em 1758 : San Christovam de Mafamude. In: O Tripeiro. - Ano 7, série 6, nº 11 (Nov., 1967), p. 355-356 : 1 il. Cota: E-395 [FL]
• QUEIRÓS, Francisco, Pe. - Santo Ovídio.In: Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia. - Vol. 1, nº 4 (Abr., 1978), p. 58-59 : 2 il. Igreja de Santo Ovídio / Mafamude (freguesia, concelho de Vila Nova de Gaia, Portugal) . Cota: G-65 [FL]
• A capela do Mártir S. Sebastião .In: O Comércio de Gaia. Ano 31, nº 1569 (11 Dez. 1961), p. 1. Cota: G-79
• COSTA, Francisco Barbosa da, 1945- - A Igreja de S.Cristovão de Mafamude ao longo dos tempos.In: COSTA, Francisco Barbosa da, 1945- - S. Cristovão de Mafamude: notas monográficas. Vila Nova de Gaia; Mafamude: Câmara Municipal, Junta de Freguesia, 2001, p. 45-77: il. ISBN 972-581-050-3. Igreja de Mafamude, p. 47-48; Séculos XII e XIII, p. 48-50; Século XIV, p. 51-53; Bens da Mitra, p. 53-54; Século XVII, p. 55-57; Século XVIII, p. 58-64; Contrato para a construção da nova Igreja, p. 65-75; Capela de Santo Ovídio, p. 75-77: il. , Igreja de Mafamude / Capela de Santo Ovídio -- Mafamude / Mafamude (freguesia, concelho de Vila Nova de Gaia, Portugal) . Cota: 908(469.121) MAF [FL]
• COSTA, Francisco Barbosa da, 1945- - Confrarias: [Mafamude].In: COSTA, Francisco Barbosa da, 1945- - S. Cristovão de Mafamude: notas monográficas. Vila Nova de Gaia; Mafamude: Câmara Municipal, Junta de Freguesia, 2001, p. 79-104. ISBN 972-581-050-3. Comprimisso Estatutos da Irmandade do Santissimo Nome de Jezus da Freguesia de S. Christovão de Mafamude..., p. 83-104; Associação de S. José e Doutrina Cristã, p. 104.Irmandade do Santissimo Nome de Jesus da Freguesia de São Cristovão de Mafamude -- estatutos / Associação de S. José -- Mafamude / Mafamude (freguesia, concelho de Vila Nova de Gaia, Portugal) . Cota: 908(469.121) MAF [FL]
• COSTA, Francisco Barbosa da, 1945- - Património religioso: [Mafamude]. In: COSTA, Francisco Barbosa da, 1945- - S. Cristovão de Mafamude: notas monográficas. Vila Nova de Gaia; Mafamude: Câmara Municipal, Junta de Freguesia, 2001, p. 105-128: il. ISBN 972-581-050-3. Igreja Paroquial, p. 107-117; Capela de santo Ovídio, p. 118-124; Capela de São Sebastião, p. 124-127; Residência paroquial, p. 127; Nicho do Senhor da Boa Morte, p. 128; Papeis de Crédito, p. 128 . São Sebastião / Senhora do Rosário / São Gonçalo / São José / Santo António / São Vicente / Santa Rita / São João / Santo Ovídio / Senhora dos Remédios / Santa Ana / Senhora do Livramento / São Francisco / São Brás / Senhor da Boa Morte / Igreja de Mafamude / Capela de Santo Ovídio -- Mafamude / Casa Paroquial -- Mafamude / Capela de São Sebastião -- Mafamude / Mafamude (freguesia, concelho de Vila Nova de Gaia, Portugal) . Cota: 908(469.121) MAF [FL]
• COSTA, Francisco Barbosa da, 1945- - Párocos da freguesia de Mafamude e actividade religiosa. In: COSTA, Francisco Barbosa da, 1945- - S. Cristovão de Mafamude: notas monográficas. Vila Nova de Gaia; Mafamude: Câmara Municipal, Junta de Freguesia, 2001, p. 129-135. ISBN 972-581-050-3. Cota: 908(469.121) MAF [FL]
 • COSTA, Francisco Barbosa da, 1945- - Cemitério: [Mafamude]. In: COSTA, Francisco Barbosa da, 1945- - S. Cristovão de Mafamude: notas monográficas. Vila Nova de Gaia; Mafamude: Câmara Municipal, Junta de Freguesia, 2001, p. 137-144. ISBN 972-581-050-3. Cemitério -- Mafamude / Mafamude (freguesia, concelho de Vila Nova de Gaia, Portugal) . Cota: 908(469.121) MAF [FL]
• PORTO. Diocese. Gabinete de Informação - Igrejas e capelas: cidade de V. N. de Gaia. In: PORTO. Diocese. Gabinete de Informação - Roteiro religioso: Porto, V. N. de Gaia / Diocese do Porto Gabinete de Informação. - Porto : Diocese, D.L. 2000. - p. 133-165 : il. Igreja de Mafamude -- séc. 17 / / Igreja de Santo Ovídio -- 1964 – Mafamude. Cota: 262.2(469.121)(036) [FL]
• COSTA, Virgília Braga da - A Capela do Mártir S. Sebastião. In: Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia. Vila Nova de Gaia: BAGAG, 2007. Vol. 10, n.º 64 (Jun. 2007), p. 35-46: 3 il. Cota: G-65 [FL]
• COSTA, Francisco Barbosa da, 1945- - Inquéritos Paroquiais de 1821. In: Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia. - Vol. 11, n.º 66 (Jun. 2008). - p. 24-30: 4 il.; Vol. 11, nº 67 (Dez. 2008). - p. 8-9: 1 il.; Vol. 11, n.º 68 (Jun. 2009). - p. 5-6: il.; Vol. 11, n.º 69 (Dez. 2009). - p. 9-11: 3 il.; Vol. 11, n.º 70 (Jun. 2010). - p. 47-49: 2 il.; Vol. 11, n.º 71 (Dez. 2010), p. 12-15: 4 il.; Vol. 12, n.º 72 (Jun., 2011). - p. 37-40: 3 il.; Vol. 13, n.º 73 (dez., 2011). - p. 34-46: 11 il.s, 2 coln.s - 7 - S. Cristovão de Mafamude, Santa Maria de Olival, Santa Eulália de Oliveira do Douro. - Vol. 12, n.º 72 (Jun., 2011). - p. 37-40
• COSTA, Virgília Braga da - A Igreja de São Cristovão de Mafamude a Cargo da Junta Paroquial (1851-1909): obras e estratégias de financiamento. In: Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia. Vila Nova de Gaia: BAGAG, 2012. Vol. 12, n.º 74 (junho 2012), p.12-23: il., quadro . Igreja de Mafamude -- 1851/1909 -- Mafamude . Cota: G-65 [FL] bpmvng 6107-ANA

PATRIMÓNIO
• GOMES, Joaquim Costa, 1924- - Inauguração do monumento a Soares dos Reis : 1904 / Ignotus . In: Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia. - Vol. 2, nº 17 (Dez., 1984), p. 25-27 : 3 il. Cota: G-65 [FL]
• LEÃO, Manuel, 1920-2010 - As quintas de Gaia e Vila Nova. In: Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia. - Vol. 7, n.º 42 (Dez., 1996), p. 24-26 : 2 il. Cota: G-65 [FL]
• AFONSO, José António; LACERDA, Silvestre de Almeida - Esplendor de uma escola : subsídios para o estudo da Escola do Torne (1894-1923). In: Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia. - Vol. 7, n.º 42 (Dez., 1996), p. 27-47 : 3 il; 5 gráf.; 4 quad. Cota: G-65 [FL]
• SILVA, Marques da - Estrangeiros da Mafamude que conheci. In: Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia. Vol. 8, n.º 53 (Dez. 2001), p. 29-32 : 4 il. Quinta de Cravel / Companhia de Linhas Coats & Clark . Cota: G-65 [FL] ]
• COSTA, Virgília Braga da - As fontes e os fontanários de Mafamude: achegas para o seu levantamento patrimonial e histórico. In: Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia. Vila Nova de Gaia: BAGAG, 2005. Vol. 10, n.º 61 (Dez. 2005), p. 44-58: 8 il.; Vol. 10, n.º 62 (Jun., 2006), p. 47-54: 6 il. Fontes -- Mafamude / Aguadeiros -- Mafamude / Fonte das Águas Férreas -- Mafamude / Fonte de Barreiros -- Mafamude / Fonte do Casal -- Mafamude / Fonte dos Arrependidos -- Mafamude / Fonte da Palmeira -- Mafamude / Fonte de Laborim de Baixo -- Mafamude / Fonte do Mártir S. Sebastião da Bandeira -- Mafamude / Fonte da Bandeira -- Mafamude / Fonte dos Golfinhos -- Mafamude / Fonte da Rigueira -- Paço de Rei -- Mafamude / Fonte de José Rocha -- Mafamude / Fonte de Paço de Rei -- Mafamude / Fonte de Santo Ovídio -- Mafamude / Fontenário de Santo Ovidio - Largo Estevão Torres -- Mafamude / Fonte de Trancoso -- mafamude / Mafamude (freguesia, concelho de Vila Nova de Gaia, Portugal). Cota: G-65 [FL]
• SOUSA, Paulo Jorge - Avenida D. João II inaugurada. In: Jornal Notícias de Gaia / dir. Fernando de Sousa. - Ano XIX, n.º 395 (14 Jul., 2005). - p.3: il. Vias de comunicação -- terrestres / Toponímia -- Mafamude / Avenida D. João II -- 2005 . Cota: G-61 [FL]
• LEÃO, Manuel, 1920-2010 - O Monumento : [Monte da Virgem]. In: LEÂO, Manuel, 1920- - O Monte da Virgem (1904-2004). - Vila Nova de Gaia : Confraria do Monte da Virgem Imaculada, 2004. - p. 27-46: 3 il. - R.: 84968-G . Caldas, José Fernandes de Sousa. Escultor. 1894-1965. Mafamude / Gomes, Américo. Escultor. 1880-1963. Porto / Monumento à Imaculada -- Monte da Virgem / Monumento a Nossa Senhora da Conceição -- Monte da Virgem . Cota: 271 LEA [FL]
• Paços do Concelho de Vila Nova de Gaia. In: Francisco d'Oliveira Ferreira : o arquitecto de Gaia, 1884-09-25 . 1957-12-30 : homenagem do Município de Vila Nova de Gaia / [org. da Divisão de Arquivo da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia]. - Vila Nova de Gaia : Casa da Cultura, D.L. 2008. - p. 60-74 : [37] il., quadros . Ferreira, Francisco de Oliveira. Arquitecto. 1884-1957 / Edifícios públicos - Mafamude (freguesia) / Paços do Concelho de Vila Nova de Gaia. 1916- / Câmara Muncipal de Gaia -- 1916- / Mafamude (freguesia, concelho de Vila Nova de Gaia, Portugal) . Cota: 104220-G


Sala de Fundo Local, Março de 2013

Questões da toponímia Gaiense - Rua Raimundo de Carvalho: a rua e o patrono

"31 de Janeiro", número único Comemorativo da Revolta do Porto


Placa toponímica (foto António Conde)
 Data: 1891-1910

Sinopse: Trata-se de uma rua localizada na parte central da freguesia de Mafamude, bem perto da igreja de S. Cristóvão de Mafamude. Tem início na Avenida da República, junto ao sítio do Pinheiro Manso, e daí parte para nascente, na direção do lugar da lugar da Lavandeira, da freguesia de Oliveira do Douro, indo entroncar na rotunda da Avenida D. João II.

A rua
A atribuição do nome de Raimundo de Carvalho a este arruamento remonta ao período que se seguiu à implantação da República. Como adiante se verá trata-se de um republicano de longa data, com participação na Revolta do 31 de Janeiro de 1891, subsequente à célebre questão do Ultimatum. No período final da monarquia foram bastantes os centros republicanos criados na área do nosso concelho, uns mais participativas do que outros, os quais ganharam grande vigor após a implantação da República. Um 1910 foi criado, em Mafamude, um centro republicano que tomou como patrono Raimundo de Carvalho. Sob a denominação de Centro Democrático de Instrução e Recreio Raimundo de Carvalho, assumia-se como defensor da educação cívica e propaganda política e teve estatutos aprovados em 1910 conforme consta do Arquivo do Governo Civil do Porto (Maço 189, nº 79).
Foi precisamente no período revolucionário que se seguiu à implantação da República, à renovação da governação municipal e às alterações da toponímia das principais artérias da Vila com nomes de figuras republicanas, que o Centro Democrático Raimundo Carvalho oficiou à Câmara no sentido se ser atribuído o nome do seu patrono à rua que correspondia ao troço inicial da antiga estrada da Bandeira a Lobão. Esta rua tinha início no Largo do Torrão ou de D. Pedro V (atual Jardim Soares dos Reis), onde em 1904 tinha sido inaugurado o monumento a Soares dos Reis, e partia para nascente em direção a Oliveira do Douro. Inicialmente correspondia ao troço da atual Rua D. Pedro V e rua Raimundo de Carvalho. A alteração toponímia foi aprovada na reunião de 27 de Outubro de 1910.

A figura de Raimundo de Carvalho
Augusto Raimundo de Carvalho, ou Raimundo de Carvalho como é popularmente conhecido na toponímia gaiense é uma personalidade muito pouco conhecida. Em termos documentais não há referências à sua participação cívica ou política para além da participação na revolta do 31 de Janeiro de 1891.
Trata-se, efetivamente, de um militar que com a patente de 1º sargento fazia parte, em 1891, do Regimento de Infantaria nº 10, aquartelado na cidade do Porto junto à Torre da Marca. Nessa qualidade participou na insubordinação dos sargentos e soldados que, sob o comando do capitão Leitão e do tenente Coelho, marchou em direção do Campo de Santo Ovídio (atual Praça da República) onde se encontrava o quartel-general, e depressa se reuniu aos insurretos. Refira-se que, de igual modo, pelas 2 horas e 30 minutos da manhã do dia 31 de Janeiro, o Regimento de Caçadores nº 9, do Porto, saiu insubordinado para a rua, às ordens dos sargentos (tendo a partir da cadeia da Relação obtido o apoio do alferes Malheiro que assumiu o comando) desceu a rua dos Clérigos, subiu a rua do Almada e dirigiu-se ao Campo de Santo Ovídio. Também o Regimento de Infantaria nº 18 se insubordinou e logrou juntar-se aos restantes, quando a porta que dá para o largo da Lapa foi arrombada. Entretanto a Guarda Municipal, fiel ao regime, dirigiu-se para o Campo de Santo Ovídio vigiando os insubordinados e impedindo os populares de se juntarem aos insurretos. Os restos dos pormenores são por demais conhecidos: os insubordinados formados seguiram pela Rua do Almada em direção ao edifício da Câmara do Porto onde após, um compasso de espera, um conjunto de revolucionários assoma à varanda da municipalidade e aí colocou uma bandeira republicana e fez uma proclamação aos militares e aos populares presentes. Participavam neste ato o Dr. Alves da Veiga, o ator Verdial, Santos Cardoso, Felizardo de Lima e outros populares tendo sido dado a conhecer a lista dos republicanos que compunham um governo provisório de caráter republicano.
A insubordinação acabou algumas horas mais tarde, quer pela falta de concertação com outras forças republicanas de outras regiões do País, quer pela ação da polícia municipal auxiliada pelo quartel da Serra do Pilar que perseguiu os revoltosos através da Rua 31 de Janeiro e provocou algumas dezenas de mortos e muitos feridos. Os revoltosos foram perseguidos e presos e, nos meses subsequentes, foram julgados em três conselhos de guerra que funcionaram a bordo do vapor “Moçambique”, da corveta “Bartolomeu Dias” e do transporte “Índia”, os quais estavam fundeados no porto de Leixões. A grande maioria dos implicados foram condenados a penas de prisão maior ou degredo.
No caso presente o 1º sargento Augusto Raimundo de Carvalho foi condenado na pena de prisão maior celular por quatro anos ou, em alternativo, na de 7 anos de degredo, o qual era cumprido nas possessões ultramarinas de África.

Remissivas: Toponímia gaiense/Mafamude/Raimundo de Carvalho/ Centro Democrático de Instrução e Recreio Raimundo de Carvalho/Revolta de 31 de Janeiro de 1891/Primeira República em Vila Nova de Gaia

Bibliografia:
. Arquivo Municipal de Sofia Melo Breyner – Livro de atas nº 18.
. COSTA, Francisco Barbosa da – Instituições do Distrito do Porto, Porto. Governo Civil do Porto, 2005, p. 787.*
.CHAGAS, João; COELHO, Tenente – História da Revolta do Porto: depoimento de dois “cúmplices”, Lisboa, Assírio & Alvim, 1978.
. GUIMARÃES, Gonçalves – Republicanos, monárquicos e outros: as vereações gaienses durante a 1ª República, Vila Nova de Gaia Confraria Queirosiana, 2010, p. 45.*
. Jornal os Carvalhos – ano de 1891.*
. Jornal “O Grilo de Gaia” – ano de 1891. *


*Do fundo bibliográfico da BPMVNG




Sala de Fundo Local, Março de 2013.

terça-feira, 12 de março de 2013

Dr. Inocêncio Osório Lopes Gondim – um percurso. Evocação no 150º aniversário do nascimento.

Dr. Osório Gondim (Arquivo de Imagens de António Conde)
Data: 1863-1937


Sinopse: Constitui nosso desiderato evocar a figura do Dr. Inocêncio Gondim, uma personalidade multifacetada, que nasceu em Avintes em 1863, aí viveu (sendo um dos “melhores” dos cidadãos avintenses) e aí faleceu em 1937. Para além de médico, historiador, poeta, matemático, investigador, etnógrafo, pedagogo, dirigente associativo e heraldista foi também autarca em Avintes e em Vila Nova de Gaia, sendo o primeiro presidente do município gaiense após a implantação da República.


Como metodologia de trabalho, ao invés de traçarmos a sua biografia, optámos, propositadamente, pelo recurso a citações de escritos da sua autoria, ou dos seus familiares ou “biógrafos”.

O Homem e cidadão


“Meu avô era um homem de estatura meã, bigode farto sobre a boca como o de Camilo, usando lunetas ou óculos, porque era muito míope.”
“…era um romântico e tinha uma sensibilidade agudíssima, que o fazia sofrer. Vi-o chorar quando tentava recitar ‘O Melro’ de Junqueiro, ou quando lia o Frei Luís de Sousa, de Garrett…”
Fonte: LIMA: 1986: 4


“Médico e historiador. Nasceu no lugar de Cabanões, Avintes, em 1863. Era licenciado pela Escola Médico-Cirúgica do Porto em 1887. Foi médico, historiador, poeta, artista, matemático, investigador, etnógrafo, arqueólogo, heráldico e republicano. Foi 1º Presidente da Câmara de Gaia após a implantação da República. Foi fundador e uma das almas do Clube Recreativo Avintense. É autor das seguintes obras: Luz natural e artificial das Escolas (Tese) – 1887, Tipografia Ocidental, Porto e Avintes e suas antiguidades (História Local) – Edição da Junta de Freguesia de Avintes, 1985. Foi autor das seguintes obras, não publicadas: Família de Osório Gondim (história), Dissertação sobre as Ordens de Cavalaria (história) e Dicionário de Heráldica (história). Colaborou nas seguintes publicações: Jornal dos Carvalhos (de 1890 a 1891) e revista Camões. Homem de grande sensibilidade estética e de grande sabedoria, Inocêncio Osório Lopes Gondim foi um avintense de eleição e o seu espírito pressente-se em cada canto da nossa pequena pátria de Avintes”,
Fonte: COSTA, Barbosa da; VAZ, José; COSTA, Paulo – De Abientes a Avintes – notas monográficas, Avintes, Audientis, 2009, p. 541.


VERTENTES DA SUA VIDA E OBRA


O nascimento
“Aos vinte dias do mês de Abril do ano de mil e oitocentos e sessenta e três nesta igreja paroquial de São Pedro de Avintes, Concelho de Gaia, primeiro digo Diocese do Porto o presbítero Manuel Francisco dos Santos cura da mesma freguesia baptizou solenemente um indivíduo do sexo masculino a que deu o nome de Inocêncio que nasceu nesta freguesia às duas horas da manhã do dia vinte do mês de Março do ano de mil oitocentos e sessenta e três, filho legítimo primeiro deste nome de Manuel Osório Gondim facultativo e Albina da Conceição, ambos naturais, recebidos e paroquianos desta freguesia e moradores no lugar de Cabanões, neto paterno de António Pereira Osório e Maria Vitória de Azevedo e materno de José da Conceição Pereira e Maria das Neves. Foi padrinho o Reverendo Inocêncio José António Amorim e sua sobrinha Dona Maria dos Prazeres, solteira, moradores no lugar da Igreja, desta freguesia. E para constar lavrei em duplicado este assento que depois de ser lido, conferido perante a madrinha comigo assinará. Inocêncio José de Amorim; Maria dos Prazeres. O Abade Inocêncio José António Amorim
[À margem]: Cédula pessoal nº 201771 – A
Faleceu em Avintes, Gaia, no dia 9 do corrente; registo nº 414,. Gaia 12 de Abril de 1937.”


A instrução primária em Avintes
“Eu fiz o exame da instrução primária (provas oral) no dia 13 de Maio de 1876. Era um sábado, e um lindo dia de primavera.
Chegado do liceu, jantei no colégio e vim logo para casa, radiante de alegria. Parecia-me que o barco não andava nada; e quando pude por o pé em terra de Avintes, galguei o caminho num instante até casa.
Bati à porta; minha Mãe foi abrir, e eu logo de chofre, sem esperar por mais nada, lhe anunciei:
- Fiquei bem! O Pai?
. O Pai está lá em cima, ao pé da eira.
Eu galguei as escadas do pátio, atravessei correndo a cozinha e subi em dois pulos as escadas do poço. Meu Pai tinha-me ouvido, e já vinha ao meu encontro.
- Fiquei bem! Gritei eu; e ele abraçou-me e vieram-lhe as lágrimas aos olhos.
Foi isto debaixo de um grande cedro, que então estava, onde agora está a tangerineira.
Como tudo isto me lembra, meu Fernando, e que saudades, ao recordar estas coisas, eu tenho desse tempo quando eu ia a entrar no caminho da vida, esse longo caminho que eu tenho percorrido, e que já vou descendo, em vez de subir.”
Fonte: Excerto de carta, datada de 23.08.1922, de Inocêncio Osório Lopes Gondim a seu sobrinho Fernando Osório Gondim de Araújo Lima publicada em: LIMA, 1986: 3-4


O ensino “secundário” no Porto – Colégio de S. Carlos
“Fui educado num dos mais importantes colégios do Porto, talvez mesmo de Portugal; pelo menos era o que maior número de alunos recebia, e o que mais se distinguia pelo número de aprovações que obtinha, nos resultados finais dos seus exames.”
Fonte: GONDIM:1887:26


O ensino superior na Escola Médico-Cirúrgica do Porto
“…meu avô foi médico, formado pela Escola Médico-Cirúrgica do Porto, e a sua tese ‘Luz Natural e artificial nas Escolas’ saiu do prelo da Tipografia Ocidental, na Rua da Fábrica, em 1887”
Fonte: LIMA:1986:3


O médico
“… foi um ‘João Semana’. Ia a casa dos doentes, a qualquer hora do dia ou da noite, bifurcado num cavalo castanho (…) Fora das visitas ao domicílio dava consultas em sua casa, à Rua 5 de Outubro, a 200 réis”.
Fonte: LIMA: 1986: 4


Na sua dissertação inaugural intitulada “Luz Natural e Artificial das Escolas”, para além das competências médicas, o recém-formado, mostrava já o seu lado de pedagogo e de homem preocupado com a instrução e, sobretudo, com as condições sanitárias dos edifícios onde era ministrada. Segundo o próprio tratava-se de “aconselhar as regras principais que devem ser observadas na construção das casas das escolas; tal é o meu empenho escrevendo este trabalho…”.Tal é bem patente nas citações abaixo transcritas:
“Entre os factos mais frisantes que caracterizam o século atual [século XIX], entre as instituições que a ideia moderna mais evangeliza (…) a propagação e difusão da instrução é, sem dúvida, uma das que mais avulta e se destaca”.
“… e hoje as necessidades da nossa sociedade são tais, que exigem dum modo imprescindível, ainda do homem rude da aldeia, um certo número de conhecimentos, que o coloquem à altura de saber compreender os seus deveres. Pode conceber-se o absolutismo ignorante, mas a liberdade não pode conceber-se, sem ser inteligente”. p. 19/20
“A instrução popular, além de estreitar as boas relações sociais, derrama entre o povo o pensamento e a compreensão do bem, tendendo sempre a enfraquecer e a extinguir o mal. Assim, essas nódoas sociais, que são como que a gangrena da humanidade, e que se chamam a cadeia, o prostíbulo, a casa corretiva e a taverna, todas essas grandes manchas sintomáticas da depravação moral, encontram na escola um poderoso elemento da sua destruição””. P. 20/21
“Trabalhar, pois, para criar entre nós a higiene escolar, que há cerca de 10 anos tanto preocupa as nações civilizadas; apontar quais são os perigos que possam resultar da viciação física; aconselhar as regras principais que devem ser observadas na construção das casas das escolas; tal é o meu empenho escrevendo este trabalho…” P. 26/27


***


No primeiro capítulo desta dissertação, estudarei a parte da patologia escolar, que está relacionada com a viciação da luz, visto ser esse o campo especial em que me coloco. (…) Na segunda parte, fundando-me na patologia escolar(…) exponho as regras principais que devem observar-se na construção das escolas. Dei a este capítulo, a que prestei atenção especial, maior desenvolvimento (…) porque me parece que q questão da luz natural nas escolas é de grande importância. (…) Fecham o meu trabalho as considerações sobre a luz artificial, que mais desenvolvidas deveriam ser, se me não escasseasse o tempo”. P. 27/28


“As principais substâncias que se têm empregado na iluminação artificial das aulas são: o cebo, a estearina, o azeite, o petróleo e o gás. As duas primeiras empregam-se sob a forma de velas, que têm a vantagem de produzir pouco fumo; mas que tem o inconveniente de consumir tanto oxigénio, como a respiração dum adulto. (…) A luz do azeite é perfeitamente suportável aos olhos; mas tem a desvantagem de absolver muito oxigénio; e, quando a combustão é incompleta, dá origem a produtos irritantes, que provocam a tosse e irritam os olhos. O petróleo é talvez, de todos os combustíveis empregados, o que tem mais inconvenientes. A sua luz viva e avermelhada irrita e e fere demasiado a vista; e a sua combustão desenvolve vapores desagradáveis, que alteram excessivamente o ar. (…) o gás de iluminação é o mais geralmente empregado nas cidades, tendendo sempre a substituir os outros combustíveis. As suas principais vantagens são: a limpeza absoluta, a economia de tempo e de despesa, o serviço fácil, e um poder iluminante muito considerável. Apresenta contudo muitos inconvenientes (…) … a combustão perfeita do gás tem o sério inconveniente de condensar e depositar grande quantidade de vapor de água, ao longo das paredes. Segundo Alexandre Layet , a luz elétrica é aquela que, debaixo deste ponto de vista da viciação atmosférica, satisfaz melhor as condições higiénicas.”
Fonte: GONDIM, 1887: pgs. Citadas


O dirigente associativo e homem de cultura


Em 2 de Fevereiro de 1889, juntamente com Francisco Viana e Eduardo Santiago, fundou o Centro Recreativo Avintense, onde assumiu as funções de secretário e de bibliotecário, instituição que ainda existe na Rua 5 de Outubro em Avintes.
“…foi durante longos anos, até 1937, quando morreu, o Bibliotecário do Clube, havendo catalogado, etiquetado e selecionado por assuntos, etc. todos os livros existentes, o que representa um trabalho extenuante e cheio de responsabilidade”.
“Portanto, os novos devem ter, no coração estes três nomes: Eduardo Militão de Sousa Santiago, Francisco Fernandes da Silva Viana e Dr. I. Osório Lopes Gondim – os fortes pilares sobre que assentou a Obra gigantesca que sonharam e realizaram, isto é, o Clube Recreativo Avintense”.
Fonte: Caminho Novo, Edição Especial; Avintes 1 de Dezembro de 1952, pp. 12


O pedagogo
No Clube Recreativo Avintense promoveu várias festas escolares, instituiu prémios para os melhores alunos, com base em donativos, procedeu à vacinação das crianças e proferiu conferências onde proclamava as novas ideias republicanas sobre educação, onde inflamava o seu discurso contra a educação dos Jesuítas e onde exortava os pais das crianças avintenses a mandarem os seus filhos à escola, já que só esta poderia formar cidadãos esclarecidos e homens livres.
“Osório Gondim era um médico recém-formado quando, aos 26 anos de idade, ajudou a criar o Clube Recreativo Avintense. Pela sua elevada preparação intelectual foi escolhido para secretário da Direção e diretor da Biblioteca. Provavelmente nos bancos da faculdade tomou contacto com os ideais republicanos e os seus teóricos, perfilhando as teses anticlericalistas e sobretudo antijesuíticas defendidas por Miguel Bombarda e Teófilo Braga (…) p. 5
“As suas ideias em matéria de instrução, demasiado avançadas para a época, podemos encontrá-las consubstanciadas nos seus discursos, nomeadamente no discurso pronunciado na Festa da Árvore de Natal, em 25 de Dezembro de 1892, nas Escolas Paroquiais de Avintes para a qual foram angariadas prendas e donativos a fim de serem distribuídos pelas crianças” p. 5
“…Gondim orientou o seu discurso para a questão fulcral da educação da mulher lembrando os perigos das escolas dos jesuítas, a quem trata por ‘seita proscrita e condenada’, a qual se servia da mulher e da mãe de família, para atingir os seus fins, para fazer florescer a ignorância dos povos”. p. 7
Fonte: Conde, 2010: 5-7


O historiador e etnógrafo
Em 1890, com 27 anos, começou a publicar uma história topográfica de Avintes, intitulado “Avintes e as suas antiguidades”, a qual foi publicada em folhetins no “Jornal dos Carvalhos” entre 22.06.1890 e 23.11.1891.
“Publicando estes breves e pobres apontamentos sobre a história da freguesia de Avintes, o seu autor teve principalmente em vista entregar à posteridade desta aldeia as tradições que pôde recolher, do muito que rebuscou à conta deste assunto.
As tradições estão desaparecendo cada vez mais; muitos factos aqui narrados são já hoje ignorados por muita gente (…) Grande parte das tradições aqui recolhidas, foi-me comunicada nos saudosos dias da minha infância, por um amigo que eu perdi, e que jamais poderei encontrar na terra – por meu pai.”
Fonte: GONDIM, 1990:7-9


Esta obra foi publicada em livro pela autarquia avintense em duas edições recentes, de 1985 e 1990. No essencial a obra mantém a sua atualidade e tem o grande mérito de revelar aspetos da micro-história de Avintes que, a não terem sido registados, se teriam irremediavelmente perdido.


O Político e homem republicano desde a primeira hora
O seu apego ao republicanismo terá nascido ainda nos bancos da Escola Médico-Cirúrgica do Porto e acusa contribuições de Teófilo Braga e Miguel Bombarda.
Na primeira década do séc. XX, em pleno período final da monarquia Osório Gondim fez parte das vereações do município gaiense, como representante do Partido Republicano, entre 1902 e 1904. Foi presidente da Comissão municipal republicana do município gaiense no período de 27.10.1910 a 25.08.1911. Foi um presidente muito interventivo, nas mais variadas áreas de competência do município, nomeadamente com propostas de organização de um corpo de polícia do município gaiense, novas instalações para os Paços do Concelho e outra repartições anexas, criação de escolas nas freguesias e ainda medidas reguladoras do trânsito, de higienização, de vacinação das populações, de limpeza urbana, de drenagem de águas pluviais e esgotos, de proibição da utilização de currais para gado na área urbana, ou de animais a divagar na via pública, etc.
“A primeira comissão administrativa tomou então posse a 13 de Outubro de 1910 chefiada por Manuel Ferreira de Castro, clínico municipal e fundador do jornal O Povo de Gaia já referido, o qual, porém, só presidiu a duas sessões, pois foi entretanto nomeado administrador do concelho, passando a presidência do executivo logo a 27 de Outubro a Inocêncio Osório Lopes Gondim”
Fonte: GUIMARÃES, 2010: 51


O cidadão multifacetado:
. Aos aspetos já referidos, em que foi notória a sua intervenção, importa ainda acrescentar outros elementos porventura considerados menos relevantes:
. Foi ainda membro da Junta de Freguesia de Avintes entre 1918 e 1919.
. Foi médico das seguintes coletividades: “Oliveirense” e “Ordem e Progresso” , de Oliveira do Douro e “Restauradora”, “Nossa Senhora das Necessidades” e Montepio “Auxiliador”, de Avintes.
. Escreveu versos líricos na Revista Camões, um “Dicionário de Heráldica” e uma “Dissertação sobre as Ordens de Cavalaria”, obras estas que nunca chegaram a ser publicadas.
. Em 1929 tomou posição na defesa da integridade da igreja do mosteiro de Pedroso, num período em que pairava a ideia de a mesma ser demolida ou ampliada.


***


Pretendemos aqui evocar e dar a conhecer a figura deste homem notável, falecido na freguesia de Avintes, aos 74 anos, e cujo 150º aniversário de nascimento se cumpre em 20 de Abril de 2013.

Bibliografia:


.CONDE, António Adérito Alves - A precocidade das ideias educativas republicanas de Osório Gondim (Comunicação apresentada no XXI Fórum Avintes 2010 realizado na sede da Junta de Freguesia de Avintes nos dias 26 e 27 de Novembro de 2010).

.GOMES, Joaquim Costa - Dr. Inocêncio Osório Lopes Gondim: médico, historiador e desenhador: personalidades de Avintes, Caminho Novo, Avintes: Clube Recreativo Avintense, 2005, pp. 41-46. *

. GONDIM, Inocêncio Osório Lopes - Avintes e suas antiguidades, 2.ª ed.. - Avintes : Junta de Freguesia, [1990].*

. GONDIM, Dr. I. Osório Lopes; Discurso proferido no Centro Recreativo Avintense na festa de recepção oferecida ao sócio benemérito João Manuel Gonçalves em 1 de Maio de 1892, Porto, Imprensa Moderna, 1892.

. GONDIM, Dr. I. Osório Lopes; Discurso proferido na Festa Escolar da Árvore de Natal realizada pelo Centro Recreativo Avintense nas Escolas Paroquiais de Avintes em 25 de Dezembro de 1892, Porto, Imprensa Moderna, 1892

. GUIMARÃES, J. A. Gonçalves; Republicanos, monárquicos e outros. As vereações gaienses durante a 1ª República (1910-1926), Vila Nova de Gaia, Confraria Queirosiana, 2010.*

. LIMA, Fernando de Araújo - Um avintense ilustre: à memória de minha Irmã , Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia. - Vol. 2, n.º 11 (Nov., 1981), pp. 11-15.*

. LIMA, Fernando Osório Gondim de Araújo - Recordando o Dr. Osório Gondim avintense insigne, Caminho Novo / Clube Recreativo Avintense. - N.º único (1 de Dez., 1986). - Avintes: C.R.A., 1986, pp. 3-4.*

. LIMA, Fernando Osório Gondim de Araújo - Breve história do Clube Recreativo Avintense: 1889-1952, Caminho Novo. Ed. especial. N.º único, (1.º Dez. 1952), p. 12-14: 3 il.; (1.º Dez. 1953), p. 27; (1.º Dez. 1954), p. 21. *

. VALE, Carlos - Dr. Inocêncio Osório Lopes Gondim, Boletim do Rotary Club de Vila Nova de Gaia. - Ano 5, n.º 58 (Jan., 1988), p. 9: il.; Ano 5, n.º 59 (Fev., 1988), p. 9.*

*Fundo bibliográfico da BPMVNG



Sala de Fundo Local, 28 de Janeiro de 2013.